Eu estou sedentário demais. A questão é que apenas “estou”, porque nunca foi do meu feitio ficar parado, sentado em uma cadeira ou simplesmente deixar pra lá qualquer tipo de exercício físico.
Quando moleque, era muito serelepe, gostava de correr mesmo e crescendo em um lugar quase interiorano (pra não dizer suburbano) como a Vila Silvia (Z/L da gema), não tinha como não correr a ponto de sentir que perdia as pernas. Por ser uma criança tipicamente anos 90, fazíamos de tudo o que um garoto pré-internet fazia: jogar bola com traves de tijolos, policia e ladrão – considerando a amplitude do lugar, corríamos mesmo -, esconde esconde e outras coisas.
Já nos anos 2000, continuávamos fazendo essas coisas, mas de maneira mais moderada, não só pelo fato de estarmos crescendo, mas por já ter videogame em casa e à medida que o tempo passava, havia a banda larga pra nos sedentarizar também. E mesmo depois que migrei pra outra região, ainda continuei tentando manter meu fôlego, mas confesso que tinha ficado mais difícil.
Breve interlúdio: Cresci na Vila Silvia, não tenho más lembranças daquele lugar, mas definitivamente e principalmente depois da morte do meu avô, é um lugar que não quero passar nunca mais, nem mesmo pra olhar.
Ainda nos meus 17 anos, comecei a jogar bola apenas esporadicamente e ficava mais tempo fazendo outras coisas, como beber cachaça e outras coisas pseudo-geração saúde. Com 18 anos, porém, entrei na academia, voltei a jogar em alguns fins de semana (até meu joelho pedir arrego) e definitivamente me sentia muito bem fisicamente, satisfeito e até mesmo “definido”.
A minha forma foi pro ralo depois dos vinte, aonde o fato de jogar bola se tornou raro até pra níveis de Winning Eleven e o verbo exercitar subitamente morreu do meu dicionário. Hoje eu (ainda) continuo magro e aparentemente em forma, mas se eu correr atrás de um ônibus ou até mesmo disputar um jogging com um garoto de 10 anos, eu apanho feio, haja vista que meu fôlego hoje é de um fumante em estado terminal – e olha que abomino cigarro.
A situação atual é mais comparável a de um jovem atual que está ferrado e sem tempo pra exercícios, eu, por exemplo, passo grande parte do meu tempo na mesa ralando ou na faculdade também se matando, quando chego em casa, eu já estou cansadaço e não tenho pique nem pra levantar pra pegar itens que – ora, vejam só – engordam mais e mais.
Eu preciso voltar pra academia e urgente, porque minhas cinturas não mentem e elas tão me dizendo que aos 22, preciso voltar à forma.
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