segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Perdido a moda irlandesa

Eu definitivamente já tive momentos mais agitados do que tenho hoje, isso é fato. Mas é justamente nesses períodos que acontece flashbacks na minha cabeça e hoje me lembrei de um dos momentos mais bizarros da minha vida e que felizmente só tem uma testemunha: o Felipe (ex vizinho) e que me acompanhou nessa roubad...jornada.

Em um belo sábado de manhã do mês de março/05, foi anunciado no inglês que iria acontecer uma festa irlandesa em uma determinada sexta feira, em outra unidade. Disseram também que só poderia entrar na festa vestido de verde, o que me deixou deveras satisfeito, pois eu adoro muito essa cor (por razões bem óbvias).

Decidi ir, mas eu não estava com vontade de ir sozinho. Foi quando chamei o Felipe.

Interlúdio: O pior de tudo é que eu estava empolgado. No alto dos meus 17 anos e com diversos relatos de outras pessoas que foram em festas de cursos de inglês, parecia que seria algo com “pegada”. E eu estava na expectativa de que iriam aparecer várias meninas de verde e que seria um clima de festa mesmo.

Tudo bem, nos arrumamos, chegamos lá e só tinha os professores. Ficamos um tempão esperando lá quando Felipe indaga:

- Cara, não vai chegar mais ninguém?

- Não sei meu, será que isso era furada? – Respondi já com medo e sim, era furada.

- Sei lá, vamos esperar mais. – Disse o Felipe.

Esperamos, chegaram mais professores e mais nenhum adolescente. O tempo foi passando e eu vi decorações tradicionais da Irlanda, muita salada na mesa e uma música celta/folk de fundo. Só tinha professores, mentalmente já sabia que era a festa mais furada que eu tinha ido até então.

Eu me senti em uma convenção de vegetarianos poliglotas, nada de emocionante acontecia e eu comia a salada do mesmo jeito que um asno devora o seu capim. Sim, eu estava com muita fome.

Ainda achamos alguém pra ficar trocando idéia e que se sentia tão perdido quanto nós estávamos. Durante 20 minutos ficamos trocando idéia sobre bandas de heavy metal, até que os professores começaram a dançar aquela música celta.

Foi constrangedor.

Sem saber o que a gente faria, resolvemos apelar pro resto de dignidade que sobrava na gente e nos mandamos dali. A viagem só não foi perdida por completo porque comemos muita salada, meu lado vegetariano ficou todo alegre.

Pior que a noite em si poderia ter sido salva e poderíamos ter feito outro rolê, já que saímos de lá antes das 21:00 – para ver como estava bom -, mas o trauma daquela festa foi grande, terminamos jogando Quake no PC do Felipe e ouvindo Metallica, o que poderia ser algo estrondoso terminou de maneira bem nerd.

E assim foi o que talvez tenha sido a festa mais furada e não-emocionante de toda a minha vida.

Epílogo: O ano de 2009 por mais confuso que esteja, não me proporcionou esses momentos bizarros (por enquanto), ainda bem.

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