terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dois minutos, duas horas, uma eternidade

Sentir falta do que tive por pouco tempo é normal? Ainda mais quando se passou mais de um ano?

Eu não sei o porquê disso, soa irracional, soa patético e até assustador pra mim, mas sim, eu sinto falta.

Em meio a um oceano de tarefas e de todo um esforço para manter uma frieza e rigidez, não me permiti sequer pensar nisso durante muito tempo, com o tempo resolvi simplesmente ir adiante. E obtive êxito, tanto que os que me acompanham diariamente observaram isso.

Mas existem momentos em que largamos toda a nossa racionalidade de lado, horas que penso no que seria se tudo desse certo, minutos que sinto falta de me sentir bem como me senti durante pelo menos dois meses de 2008.

Eu queria apenas 2 minutos pra mudar isso. Dois minutos aonde eu dizer de maneira objetiva aquilo que queria falar, nem que fosse de maneira definitiva. Dois minutos para mostrar mais atitude do um dia mostrei na minha vida (incluindo carreira e olha que precisei mostrar muita durante os últimos anos).

Ou duas horas, que pra mim foram talvez as melhores de 2008, porque foram nelas que senti mais do que um magnetismo, não era uma sensação vazia, pelo contrário, senti uma segurança impressionante daquilo e não quis simplesmente dar as costas como qualquer um faria e que inclusive eu mesmo já fiz. Foi também um período de transição, importante pra mim em muitos aspectos.

Tenho quase certeza que essa pessoa sequer conhece o blog, por consequência, jamais deve ter acessado, mas se um dia cair por engano e ler isso, eu tenho certeza de que irá achar piegas e desconexo demais – e com toda a razão, diga-se de passagem.

Mas é totalmente sincero. Mesmo com muita coisa acontecendo em 2009, isso me vem na cabeça de maneira ocasional, porque sinto que não disse o que queria dizer.

Como disse no inicio, não sei o porquê disso, apenas senti isso nesse exato momento de uma terça chuvosa na tarde paulista. E sim, eu devaneio mesmo, não me arrependo de ter tentado e definitivamente não ligo para o que vão pensar disso que escrevi aqui.

Independente se houver dois minutos ou duas horas de novo, uma coisa eu tenho certeza, que vou me lembrar de dois meses para a eternidade.

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