terça-feira, 15 de junho de 2010

St. Valentine’s resolutions

Sábado foi o dia dos namorados e eu havia acabado de chegar de um bar onde comemorei aniversário de uma amiga e fiquei pensando na data em que estava. E eu estava igual e diferente em relação aos anos anteriores, igual pela condição: solteiro e diferente pelo estado de espírito, que se resumia em alegre, feliz.

Mesmo assim me veio um rápido filme na minha cabeça dos anos anteriores. Eu imaginava a data como algo diferente, mágico e que de alguma maneira significava certa desilusão na cabeça – em especial no ano passado –, que me fazia sentir falta de estar perto de alguém, não apenas pela data, mas por querer alguém que fosse especial e te fizesse sentir especial, na vida mesmo.

O fato de “estar compromissado” pra mim hoje não significa muita coisa, uma vez que muitos usam isso como status, pra estar bem no grupo em que se encontra. Mas eu acredito sim que o amor se sobressaia em relação a muitos outros fatores, já vi verdadeiros “corações de gelo” mudarem completamente de rumo quando encontram alguém que gosta. Eu vi pessoas que tinham costumes de ir aos limites tentarem se ajeitar simplesmente pra ver a pessoa que gosta completamente feliz. Algumas delas, por mais que eu já tenha vivenciado junto altos momentos de diversão, diziam estar passando pelos melhores momentos de suas vidas.

E vi essas pessoas também ficarem mal se alguma coisa acontecesse de errado. Por medo de não ter mais essa pessoa do lado, sentindo um vazio mesmo em um ambiente alegre.

Por isso que mesmo que a data tenha sido desmistificada e transformada em algo comercial, ainda sinto que existe uma magia de St. Valentine por trás da data, aquele dia que te faz sentir especial e que você dá o máximo pra que a pessoa que você goste também se sinta.

Eu? Passei sozinho, assim como o ano anterior, mas eu sei que em algum momento eu irei me sentir como uma criança nessa data, sentindo como se tivesse fazendo tudo pela primeira vez. No momento, tenho minha carreira em construção, meus amigos, meus hobbies, minhas músicas, meus eventos. Tenho a mim, mais do que qualquer outra coisa, o que é mais importante.

Não tenho a mínima pretensão de saber o que vai acontecer no próximo dia dos namorados – muita água rola até lá - não tenho planos específicos, sei apenas que se eu chegar nesse momento com a pessoa que gosto, seja lá quem for, pode ter a certeza que ela me fará e será a pessoa mais feliz do universo.

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