Os duelos de Street Fighter no SNES e os fatalities do Mortal Kombat que rolavam na metade dos anos 90 eram memoráveis, reuníamos uma verdadeira galera na casa de quem tinha videogame e os duelos duravam horas e horas, socializava mais sinceramente do que as redes sociais fizeram um dia na vida.
Passando pro fim dos anos 90 e início dos anos 2000, os embates de Tony Hawk’s e Winning Eleven no Ps1 estão bem latente na minha memória, era um festival de manobras de skate e de tabelinhas marotas que resultavam em um gol.
A proximidade de uma partida de game era semelhante a uma de truco, com provocações, um atrapalhando o outro, fazendo cantorias, comendo e bebendo coisas e se divertindo. Tudo isso foi posto de lado de um jeito quase que permanente com o advento dos jogos online.
Não adianta, eu não me acostumei com a “era dos jogos online”. Não que eu seja absolutamente contra os jogos, mas a magnitude que isso tomou é gigantesca, fez com que as pessoas ficassem retardadas a ponto de se desesperarem quando a PSN caiu por quase um mês (deu vergonha de ver a reportagem) e se esquecerem que existe um mundo de jogos off-line.
A “culpa” disso é dos jogos de tiro que explodiram lá em 2003 e que fazia as Lan Houses ganhar mais dinheiro do que político em época de copa. O tal Counter-Strike abriu a porta pra um monstro que se chama Call of Duty. Tinham ainda porcarias nas quais me recusei fazer parte como Tíbia, Gunbound e outras melecas. Foi um tempo difícil.
Quando tudo parecia perdido, surgiu o Wii, que com um conceito simples pareceu trazer de volta toda aquela magia de jogar com outras pessoas por perto e com vantagens em relação aos bons tempos dos anos 90: movimentação dos controles e o fato de atrair mais gente além dos velhos companheiros de jogatina. Nem mesmo esses jogos bisonhos de redes sociais (Farmville, Colheita Maldita e afins) foram capaz de apagar o momento que trouxeram de volta.
Mesmo o famoso single-player foi deixado de lado. A maioria dos jogos hoje parece que tem a obrigação de ter modo online em detrimento de uma história e/ou jogabilidade competente.
Ainda assim, o monstro tomou conta e partidas de Street Fighter e Mortal Kombat hoje são mais comuns de jogarem online do que off-line. Mas ainda assim eu mantenho firme sobre os jogos offlines, jogados com pessoas por perto, afinal, nada é mais legal do que vencer o oponente e ainda tirar um barato da cara da pessoa.
Saudosista ou ranheta, isso não importa, jogos off-line são o que há de bom.
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