segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Goiabada da discórdia

Existem alguns tipos de coisas que insistem em dizer que são comestíveis que eu odeio (ervilha é o caso mais latente). Goiabada não, apesar de contestada, sempre esteve bem no meu ranking, porém, acabei travando uma guerra particular com a famosa goiabada cascão.

Qual é a diferença entre a goiabada cascão e normal? Juro, eu não sei.

Não sabendo a diferença, fui com toda sede ao pote pra fazer uma das minhas receitas favoritas: o magnífico queijo com goiabada, vulgo Romeu e Julieta.

Cortei o queijo, e tirei a goiabada da geladeira. Estranhei, afinal, goiabadas costumam ser meio molengas e aquela parecia dura feito pedra. Aliás, aquele quitute assassino era duro feito pedra.

Era a hora de tentar fatiar o elemento. Como? Foi então que apelei aos utensílios de cozinha e tentei a sorte:

Faca de passar manteiga:
Erro de principiante. Mal consigo cortar pão fresco com isso, claro, quase entortei o metal. A goiabada não sofreu nenhuma mudança, então tentei algo mais afiado.

Faca de cortar pão:
Algo mais pontudo certamente faria algum estrago, mas por alguma razão, a maldita goiabada escorregava pelo prato, mas não cortava de jeito nenhum. Persistente, achei que conseguiria algum progresso, mas no fim, consegui entortar a faca. Resolvi guardar antes que voasse por acidente em algum lugar.

Faca de cortar carne:
Então resolvi ter meu dia de espadachim, embora nem o Darth Vader e seu sabre de luz cortaria aquela coisa. Mas a faca era devidamente afiada e já vi ela cortar carne com uma facilidade ímpar. Não teve jeito, quase entortei a faca e olha que essa era a mais potente que tínhamos.

Desisti.

Comi o queijo branco puro mesmo e guardei a goiabada na geladeira. Poderia ter uma motosserra em casa, realmente duvido que aquela goiabada sacripanta fosse comestível.

E assim, acabo de declarar guerra a todas as goiabadas cascões desse mundo.

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