Um dia iremos morrer. É estranho começar um texto com uma sentença que soa tão sombria e carregada, mas igualmente libertadora e leve. A verdade é que ninguém, independente da classe social, raça, religião, opinião política, time que torce ou qualquer outro segmento que criamos, escapa deste destino. E isso me faz pensar pelo o que estamos lutando no cotidiano, se vale a pena comprar brigas sem sentido, se indispor com pessoas a troco de nada, machucá-las sem nenhuma razão.
Uma coisa é certa, independente do que acontecer, irei embora lutando. Faz parte da minha natureza. É o que me trás luz em momentos de escuridão, além da fé inerente de que tem coisas maiores nos esperando em outro plano dimensional.
É difícil aceitarmos, mas não temos controle das coisas, do ambiente ao nosso redor, da reação das pessoas ou da própria natureza em si. Mesmo sabendo disto, muitas vezes esqueço deste mantra e entro em espirais negativos que culminam em desgastes mentais e problemas com o próximo, ainda mais em uma época onde boas relações valem tanto quanto pedras preciosas. De fato, temos controle apenas de nossas atitudes, das nossas reações, de como lidamos com o próximo.
Se vou embora lutando, ao menos tenho que fazer pelas lutas certas. Nesses dias pensei o quanto entrei em batalhas sem sentido, que tomam a minha energia e que me desviam do foco de trazer coisas boas para os mais próximos, ou mesmo em deixar legados positivos para quem um dia encontrar as minhas coisas. O pior é que fazemos isso tudo sem perceber, vivendo no piloto automático. É muito fácil nos perdermos.
Não quero ir embora com a sensação de que faltou lutar por coisas boas. Essa sensação se intensifica a cada dia que passa, mas talvez deva virar um verdadeiro mantra, algo que me guie nos momentos mais escuros, de letargia ou de pânico.
Sei que um dia irei morrer, mas sei que nunca deixarei de lutar.
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