Ontem foi o dia do amigo, em uma segunda feira, típica do mês de julho, cheia de gente na rua, nos seus trabalhos e muitos em casa curtindo suas férias acadêmicas. Eu passei a tarde inteira trabalhando, inclusive criando layouts referentes à ocasião, mas foi de madrugada, quando a data já tinha expirado, que pensei de fato sobre a ocasião.
Dizem que é excelente ter milhares de amigos, ser popular e ter uma vasta gama de opções em relação as pessoas. Eu não ligo pra isso, o que realmente importa pra mim é ficar perto de quem realmente gosto, transformar até coisas modorrentas em bons momentos. Ontem mesmo, tive uma noite legal depois do trabalho, com dois amigos da faculdade, íamos jogar boliche, mas resolvemos ver filme, coisa comum, mas que se transformou em algo ótimo simplesmente pelo fato de estar do lado de pessoas que prezo.
Em contrapartida, minhas antigas experiências mostram que não pensava assim desse jeito que penso hoje, eu realmente fazia questão de ter muitas pessoas por perto, não sei se por carência ou medo, até achava que muitas das coisas que falavam pra mim eram verdadeiras, mas descobri que eram simplesmente pra se afirmarem pras outras. Eu larguei isso há muito tempo, olhei fotos no meu fotolog e vi que muita gente que estava lá, pessoas que hoje não passam de meros pontos pixelados no meu computador e momentos desfocados na minha memória.
Mesmo assim, tenho a certeza de que tenho bons amigos, pessoas que conheço de anos, que já seguraram a minha barra enquanto estava ruim e que tiveram reciprocidade quando precisaram e ao mesmo tempo me fizeram ter momentos inesquecíveis ao lado delas. Obviamente nada é perfeito, já tive problemas com essas pessoas, já me decepcionei, mas quando é forte, isso dura algum tempo, no final passa e a gente inventa novas aventuras pra gente.
Sei também que caminhos se separam, já vi muitas pessoas que eu convivia diariamente – mesmo que seja trocando mensagens – desaparecerem. Já vi também várias pessoas sumirem da minha vida, seja de maneira gradativa ou brusca, é como se o nosso passado morresse e consequentemente parte de mim e da minha história partisse junto, eu aprendi na marra que nada dura pra sempre, por isso ao invés de tentar manter as coisas do jeito que estão, simplesmente deixo a evolução tomar conta de nós, cabe depois a cada pessoa saber como lidar com as pessoas.
No final das contas, o ano que estou tendo até então vem sendo o mais solitário de todos, mas ter alguns dias para passar com algumas pessoas – independente da situação – é fundamental para que me faça uma pessoa melhor. Ontem foi um desses dias, foi o dia do amigo.
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