quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O mês do cachorro louco

O mês de agosto é um período particularmente legal, muitos amigos fazem aniversário, há toda uma animação em relação à volta as aulas (deles, of course) e com isso eu acabo sempre levando certa vantagem também. Porém, esse ano as coisas foram diferentes, fiquei mais com um gosto de “volta ao básico” do que exatamente de “hell yeah!” como costumo ficar.

Nos dois últimos anos foram sem dúvidas os melhores. Em 2007, na boa fase da minha putanhice, era festa todo o fim de semana, estádio sempre, muita cerveja e até o relacionamento na faculdade andava bom, já que a gente vinha de um trabalho relativamente bem sucedido (o pretensioso hotsite) e o trabalho que viria em seguida era individual, ou seja, ninguém pra palpitar sobre como eu deveria fazer.

Já em 2008, andei mais moderado, estava em fase de adaptação no serviço (onde estou atualmente), mas já andava mais afastado das pessoas. Ainda assim, continuava saindo com os mais chegados e até mesmo meu coração pirata voltou a bater um pouco mais forte – de maneira completamente inesperada, diga-se de passagem.

Essa volta ao básico se deve a muita coisa, a principal delas é o fato de estar na reta final de um período da minha vida. No início dessa “era” eu não tinha desconectado ainda o plug colegial do meu gabinete mental e quando tomei consciência de tudo, fui me afastando de pessoas e de hábitos até chegar em um ponto que muita coisa simplesmente se tornou indiferente pra mim.

Eu fiquei feliz de verdade de poder falar com pessoas que eu considerava extintas da minha vida há muito tempo. Foi ainda melhor sair com outras pessoas que gosto muito e melhor ainda me sentir bem moralmente durante muitos dias.

Mas esse mês em si foi mais reflexivo do que factual. Senti medo e tranqüilidade ao mesmo tempo, mas senti que tudo vai ser diferente, mas ao contrário do colegial que foi algo incerto, eu fiquei certo de que os próximos passos vão ser de muita luta e se Deus quiser, com êxito.


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