segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

World Magnetic Tour Pt. 1 - A chegada

Desde 2003 eu estava esperando, o que seria meu primeiro show demorou anos pra acontecer, mas enfim aconteceu e foi melhor do que eu jamais poderia imaginar. Estava quase fora por problemas particulares e eu achava que seria tarde demais pra conseguir, mas no fim eu fui e no primeiro dia.

Não se surpreendam se esse texto ficar meio gay, to escrevendo de maneira passional mesmo e em termos gerais, o dia conseguiu superar todas as expectativas, mesmo elas sendo bem altas. Desde a costumeira surpresa nas alterações de setlists que eles fazem até a pirotecnia usada. Claro, eu simplesmente não podia ficar de fora, não queria apenas ouvir dos outros de como foi, eu tinha que estar presente pra ver de perto a banda que escuto desde meus 7/8 anos (isso em 1995, 1996...) de idade, antes mesmo da fase Load, que foi quando comecei a crescer ouvindo Metallica.

Vi o melhor show da minha vida – no máximo, o Kiss e o Iron Maiden se equiparam, já que foram tão excepcionais quanto esse, mas emocionalmente falando, esse foi mais forte - mas pra esse dia ser completo, vou dividir em partes que formam um todo e o resultado final foi recompensador.

To escrevendo isso na segunda de manhã por motivos óbvios: sábado cheguei as 2 da matina acabado e domingo não quis nem saber de pensar em merda nenhuma.

Até então, tudo o que já tinha visto
A chegada ao local foi normal, São Paulo pra transporte público é a mesma desgraça que todos conhecem, logo, eu peguei trânsito mesmo. Dois ônibus depois, as 11:45, estava lá eu.

Não precisei descer do ônibus pra chegar uns ambulantes infelizes oferecendo capa de chuva e cambistas (esses são pragas, odeio todos eles) enchendo. Não quis nem saber, nem resposta dei. Tratei de procurar a fila certa, a do portão 4 e meus medos se confirmaram: ia ser uma zona pra formar a fila.

Não tinha filas pro portão 4, tavam direcionando pros outros portões (3 e 2), muitos que tinham pro portão 4 foi pro fim da fila 2, eu quis ficar no fim da fila do portão 3 – que era menor e depois de nós, fecharam a fila. No fim deu certo, porque a fila 2 foi mandada pro fim da fila do portão 3, que por sua vez acabou entrando no portão 4.

Lá percebi que havia todo o tipo de gente mesmo, como o camarada que combinei de ir de pista junto estava bêbado e não conseguiu a proeza de me achar, acabei falando com o povo da fila. Alguns legais, outros davam vergonha alheia de tão chatos que eram, justificavam o fato de rotularem “metaleiros” como “loucos”. Exemplo clássico disso foi na hora que tava pegando coca cola, um louco que nunca vi na minha vida, já bêbado, me chega dizendo que é “coisa de emo” e talz. Esses mesmos imbecis ficaram gritando o tempo inteiro na fila e parando quem quer que fosse pra tirar fotos, tipo, dava vergonha alheia mesmo.

Pra ver show com pessoas que você conhece só tem dois jeitos, ir junto ou trombar na sorte, porque 70 mil pessoas é numero de gente suficiente pra saber que tem de tudo por lá. Mas até que com tudo isso, deu pra ser um ser sociável e trocar idéia com muita gente de lá.

Direto pra grade e o sol escaldante
O fato de haver mudança nas filas pode ter sido um desastre pra quem dormiu dias na fila, mas acabei beneficiado com isso e fui direto pra grade. Fiquei mal por quem estava lá, mas a culpa é da organização e não minha.

Assim que passei da revista e o ingresso passou, saí correndo (Run to the Hills, há!) e garanti o meu lugar, assim como alguns que tavam na fila junto. Pulamos e ai sim berramos “Metallica!” e “cacete, é grade”, entre outras coisas.

Extravasei mesmo, enfim eu estava lá.

Como entramos assim que os portões abriram, estava lá desde as 16:30 mais ou menos, faltavam 5 horas pro show e definitivamente encarei a tarde mais quente de Sampa em mais de um mês. Eu já estava uma verdadeira lagosta e não eram nem 5 da tarde.

O melhor estava por vir...

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