domingo, 25 de abril de 2010

Se a segunda vez é ainda melhor? Loucamente!

Megadeth, pra quem não conhece, é um dos 4 pilares do thrash metal tradicional, pioneiros no estilo com técnica, guitarras velozes e letras politizadas. De vez em quando eles resolvem descer pra Sampa, assim como 2008, aonde eu estava lá também. Porém, ao contrário de 2008, a odisséia foi mais longa.

O pré-show: loucos de todos os lados
Se naquela ocasião eu tinha chegado tarde – perto das 19:30 – dessa vez resolvi aparecer bem mais cedo. De manhã, fui direto pro Light comprar os quitutes de show pra não morrer de fome, ou seja, quero distância de junk food por um longo tempo.

Chegando no Credicard Hall, ainda não tinham sequer dividido a fila, o que me fez esperar, esperar e observar o crescimento da fila. Como eu tenho um imã pra gente louca somado ao fato de ser show de metal, não deu outra: só tinha retardados perto de mim. Assim, completamente tantãns, faltando parafusos mesmo. Claro, mentalmente eu já tava “o dia será looongo”.

E foi mesmo, observei os mais bizarros fãs de metal que alguém podia ver. Era vários caras arrotando bem alto ali, completamente loucos e um deles até mostrou a bunda (!) pra segurança. Claro, eu observava, achava tosco mas não fiquei tão estupefato, já que no Metallica tinha gente bem pior.

Finalmente, quando entrei na pista, fui direto pra frente, lá sim as pessoas eram mais “normais”, mas provavelmente o operador do telão estava pensando algo como “ahá, vou sacanear esses fdps” porque quem em sã consciência vai colocar vídeo de anúncio de shows do Belo e Exaltasamba pra um bando de headbanger troglodita? Claro, sonoras vaias e piadinhas de todos os tipos explodiram de todos os lados.

O tempo passava, o aperto crescia e finalmente, as luzes se apagaram com a intro de uma música do Black Sabbath.

Durante: aperto, suor e uma setlist estupenda
E entraram no palco todos eles: Shawn Drover, Chris Broderick, David Ellefson – esse, baixista original e finalmente de volta – e claro, o Dave Mustaine, um dos baluartes da música de todos os tempos, porque sim, ele é pioneiro, técnico e sua importância merece sim reconhecimento.

A intro de Dialetic Chaos emendada com This Day We Fight foi maravilhosa, são do último disco deles, o Endgame. Pra mim, tudo aquilo tava sendo fodônico, afinal, estava a palmos de distância deles e em um determinado momento vi Chris Broderick e David Ellefson apontando pra mim a guitarra e o baixo, respectivamente.

Em compensação, aquilo era um show de metal e tome bêbado tentando te passar e dando cotovelada, deu pra suportar bem, mas tava um calor infernal.

Sobre a continuação, In My Darkest Hour dessa vez foi executada por completo e não depois dos riffs como foi em 2008, assim como Sweating Bullets, outra daquele dia que ficou bem melhor. Skin O’My Teeth foi igualmente foda e depois foi tocado simplesmente um dos álbuns mais marcantes da história: Rust in Peace. Inteiríssimo.

Pra quem não percebe a importância desse álbum, é como se fosse o Master of Puppets pro Metallica, um Led Zeppelin II pro rock. É a fusão perfeita de velocidade com técnica e claro, é o preferido na lista, soa moderno até hoje, inclusive nas letras, Holy Wars continua muito atual.

Mas as nove músicas do álbum foram tocadas com perfeição: Holy Wars, Hangar 18, Take no Prisioners (essas, também tavam em 2008), Poison Was the Cure, Five Magics, Lucretia, Tornado of Souls, Dawn Patrol e Rust in Peace. Podia acabar ali mesmo, pra mim já tava ótimo.

Depois de muito aperto, dei uns passos pra trás, voltei a ter ar, ganhei mais espaço e consegui ver as músicas restantes: mais do Endgame e Trust, que da outra vez ficou ausente.

Fechou com Peace Sells e uma reprise de Holy Wars, o final perfeito pra uma setlist devastadora.

A cena mais estranha, mas ao mesmo tempo legal, foi ver um povo abraçado cantando Trust, ao invés do tradicional mosh.

Depois: pernas do jeito que já sabia que ia ficar
E claro, saí de lá com as pernas detonadas, to escrevendo essa porra de texto com meus braços doloridos e tomei um senhor banho assim que cheguei em casa. Foi mais um show foda que se sinto orgulho de ter presenciado.

Mas sinceramente? Chega de pistas por um bom tempo, os próximos pretendo ver com um pouco mais de calma.

Thanks droogies.

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