terça-feira, 13 de julho de 2010

Como a vista é linda da roda gigante é...

Eu nunca fui pra parques de diversões. Não importa se é parque pequeno de beira de praia ou algo gigantesco como um Hopi Hari, o mais próximo que cheguei de algo radical na minha vida inteira foi andar de carrinho de bate bate.

Ok, isso faz de mim um verdadeiro medroso, porque oportunidades nunca faltaram e sempre eu me prendia em algum fato – válido, por incrível que pareça – pra não ir.

Por exemplo, minha irmã do meio fez 15 anos e uma parte da comemoração dela foi no Playcenter. Aniversário de uma irmã é motivo suficiente pra ir aonde ela quer, certo? E eu arranjei contrapontos como o fato de estar brigado com ela por meses, por ir amigas dela que não queria a presença e por ter jogo do Palmeiras no dia (sério). No fim, fui ao jogo, era uma partida de início de campeonato contra o Grêmio Barueri, com um sol tão forte que pedimos até mesmo o gelo dos vendedores de água e ainda conseguimos terminar empatados. Mas o real motivo era simplesmente que eu sou um verdadeiro medroso quando o assunto é despencar em queda livre.

E outras oportunidades não faltaram. Eu podia ir no fim do colegial e meu PC quebrou, ponto pro PC, já que o suposto dinheiro reservado para o ingresso, acabou indo para o conserto da máquina. Eu poderia muito bem ter ido agora no último fim de semana, mas preferi guardar pras minhas vindouras férias.

É tudo questão de medo mesmo, eu não consigo ir a um brinquedo mais radical do que um carrinho de bate bate, então não vejo sentido em pagar uma nota pra ficar olhando outros gritando despencando em queda livre. Eu valorizo bastante meu cornojob, então prefiro gastar com algo mais proveitoso pra mim, onde eu consiga me divertir de verdade.

Ainda entra em pauta a questão da “adrenalina”. Em uma conversa no MSN, um amigo me disse que é a mesma adrenalina de um sexo, mas sem o ato físico da coisa. Mas ai que tá, prefiro sentir adrenalina no sexo mesmo, numa superfície amaciada e sem correr o risco de uma taquicardia em meio a uma queda livre. 

Enfim, sei que não é tarde pra nada, ainda posso vencer esse medo besta. Mas enquanto isso, nada de adrenalina em quedas.

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