Esses dias eu fiquei lembrando do colegial, mais precisamente dos últimos suspiros que tive naquele hospício, no já distante ano de 2005. Nisso tudo fiquei pensando nos esportes praticados e me lembrei de um deles no qual nunca mais joguei: handbol.
Eu era goleiro, não que eu gostasse, mas eu me saia razoavelmente bem nesse aspecto, tanto que no ano anterior (2004) eu fui pro campeonato externo.
Mas naquele ano o nosso foco era exclusivamente o futebol e os campeonatos internos, logo, handbol era apenas um recreativo, uma brincadeira na aula de Ed. Física.
Ai eu torci meu tornozelo. Na hora errada.
Na verdade, não existe hora certa pra torcer tornozelo, a verdade é que isso dói pra caralho.
Na ocasião, eu fui brincar na linha, afinal, tanto não valia nada que feminino e masculino estavam misturados. O problema é que eu sou meio sem noção quando se trata de esportes.
Daí é claro, eu queria marcar meus gols e já na primeira jogada na linha eu recebo a bola e dou aqueles 3 passos mortais. O problema é que a marcadora era menina e eu estava avançando feito uma vaca louca. Só percebi isso no terceiro passo, foi quando hesitei e...
- Porra Marcão, toca essa merda.
- Ou acerta pro gol, mas não manda pra longe.
O terceiro passo foi fatal. Fiquei caído, gemendo de dor e sem conseguir me levantar pra ir pra fora da quadra.
Pronto, passei a manhã inteira com a perna esticada e quando fui no médico tive o pior: duas semanas com a perna engessada. Graças a esse contratempo, perdi diversos “eventos” que tinha na agenda: festas, jogo do Palmeiras x Inter (promo Nestlé), cinema marcados (não vi Sin City quando tava em cartaz) e outros.
Gessos são frustrantes.
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