quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Rock! Rock ‘till you drop

Era uma bela noite recente de sexta, acho (não lembro o dia), eu estava ouvindo um rock and roll bem honesto (também não lembro o que estava ouvindo) quando ouvi a seguinte sentença da pessoa que tem relação de sangue próxima:

- Puxa, eu achei que esse negócio de você ouvir rock era apenas algo que ia terminar quando você crescesse de vez.

- Porque eu faria isso? Por acaso Maria Gadu e Ana Carolina é símbolo de “maturidade”? - Não falei isso pra ofender fãs desses artistas, embora eu não goste mesmo de nenhuma das duas.

- Ahn, mas...

Sim, minha irmã não soube me dizer, mas me tirou do sério saber que gostar de rock pra alguns é “coisa temporária”, se fosse alguém desconhecido, ok, mas era uma pessoa que tem uma “proximidade física”. Ou quis dizer que ainda não cresci, confesso que o segundo sentido seria bem mais divertido, afinal, a recíproca é mais verdadeira.

Claro, eu cultivei uma ostensiva (e muito feia) cabeleira, era desleixado no último e já ouvia coisas onde a soma da distorção com os solos me faziam entrar em puro êxtase. Não demorou muito pra eu dar um fim nos cabelos e no desleixo completo, mas porque eu suavizaria os sons?

Pra mim, o rock é como se fosse o planeta Saturno, gigante e com vertentes bem abrangentes. E por mais que até ouça outras coisas, o fim é o mesmo que a origem: guitarras distorcidas, solos, baterias nervosas e baixos pulsantes. E é justamente a amplitude do gênero que me encanta, mesmo que haja coisas bem estranhas no meio (pra não ser muito rude).

É onde eu me sinto bem, me identifico, me faz pensar (ou deixar de pensar) nas coisas e me tranqüiliza. Vem sendo assim desde pequeno, desde que ouvi pela primeira vez aquele som pesado do Metallica e Sepultura (tinha 8 anos quando ouvi Roots Bloody Roots), aquele solo do Guns and Roses e (porque não?) as letras sacanas do Raimundos, uma das bandas mais marcantes da infância.

Sim, hoje eu sou completamente diferente de 10 ou 5 anos atrás, mas isso enquanto pessoa, as músicas continuam sendo excelentes pra mim até hoje.

E tudo isso que estou falando, tudo isso não são em relação as atitudes, as vertentes, as letras e sim na melodia da coisa, é algo que sobrevive ao tempo e nunca vai morrer, porque como já disse várias vezes: verdadeiros heróis não morrem. E sinceramente, por mais que o nível mainstream (música na moda) esteja bem péssimo no Brasil, felizmente temos opções de sobra pra nos sentirmos bem musicalmente. Assim como eu me sinto, assim como sei que 2010 teve ótimos lançamentos em meio as vertentes do rock (ainda farei um post específico a esses discos do ano).

O rock and roll como um todo é como um herói pra mim. Por isso eu saúdo o rock, até o fim, assim como todas as outras coisas que gosto de verdade.

Não importa se eu estiver ouvindo blues, clássico, musica italiana, operístico, pop-eletrônico (alguns eu acho legais) ou Black Eyed Peas (que também gosto) ou qualquer outra coisa que eu não considere ruim, o geocentrismo está no rock.

Sei que não sou o único a pensar assim, então: Vida longa ao rock and roll!

2 comentários:

  1. Cara, o que não pode morrer é a ATITUDE do rock, a atitude meio foda-se. Pra mim, o rock faz, fez e sempre fará parte da minha vida, a adolescencia se mistura com o rock, o inicio da vida adulta se mistura com o rock, e o resto da minha vida vai se misturar com o rock.
    Keep on Rockin' \o/

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  2. "Sei que não sou o único a pensar assim"

    é bom ver que ainda existem pessoas de bom gosto, com algo a dizer e que nao estou sozinha nessa.

    (y) texto foda. parabens

    se quiser, da uma olhadinha.. comecei agora, ainda nao tem mta coisa.
    http://www.blogdesaia.blogspot.com/

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