Até a metade de 2012 eu tinha alguns planos pré-definidos para o segundo semestre, uns de grande magnitude, outros nem tanto. Um acontecimento em julho fez com que eu repensasse tudo e refizesse alguns planos em caráter de urgência e nisso tomei uma decisão importante e que estava adormecida desde meados de 2011: realizar meu intercâmbio. Durante o ano de 2010 eu almejava fortemente estudar fora do país, para isso, encarei meses terríveis no caráter psicológico, resultando em meses de sessões semanais de terapia. Nesse meio tempo troquei de trabalho e o plano foi ficando de lado – porém nunca esquecido.
Ter tomado a decisão de realizar o intercâmbio foi a melhor coisa que eu poderia ter feito em toda a minha vida. Era o momento mais propício para que isso pudesse acontecer, não saberia quando teria uma nova chance de fazer isso.
Dublin não era a minha escolha inicial. A princípio, minha escolha era Nova York, mas hoje levanto as mãos para os céus pelo sistema de vistos para entrada nos Estados Unidos ser de uma burocracia fora de série. Aparentemente, a minha idade, somada com minha falta de vínculos geraria um problema, então fui aconselhado a ir para outro destino, um lugar no qual não colocasse entraves para a minha entrada. Novamente: bola dentro, afinal, se eu ficasse em Nova York, ficaria restrito apenas a essa cidade e jamais conheceria mais lugares como conheci posteriormente (esse é assunto pra outro post).
Em setembro bati o martelo: Dublin, capital da Irlanda, famosa pelos pubs, pelos castelos e pelas construções clássicas. Mesmo sendo capital, nem de longe era aquela coisa cosmopolita que estou acostumado.
Em novembro desembarquei em Dublin, realizando a minha primeira viagem internacional. Não estou acostumado a viajar, nem mesmo no Brasil – entre 2007 e 2010 sequer saí de São Paulo, depois fiquei mais 2 anos na mesma situação. Os meses que precederam a viagem foram de planejamento minucioso, para que não houvesse escorregões que pudessem me deixar em problemas em uma terra completamente diferente da minha – ato de extrema precaução, mas necessário para quem não faz ideia do que encontrar. A questão era: pensar em cada passo, como proceder em caso de imprevistos e qual seriam os planos pra agir nessas determinadas situações.
E no momento que pisei em Dublin, tudo fez sentido. O que eu almejava desde o término da faculdade estava acontecendo.
Meu maior medo ao passar pelo portão de embarque era de sentir medo – algo justo, afinal, se tratava da primeira viagem pra fora do país -, porém, quando cheguei parecia que estava lá fazia semanas. O medo que permeava durante o voo foi completamente esquecido e deu espaço ao fascínio, curiosidade e frieza na execução das situações. Durante esse período tudo ocorreu de maneira perfeita, superando absolutamente todas as expectativas dos meses que antecederam.
A sensação era ainda melhor quando eu tinha consciência plena de que tudo o que estava acontecendo vinha de frutos do meu trabalho.
A cidade é maravilhosa, meu queixo caiu logo de cara ao desembarcar. O frio era forte, mas como eu tenho preferência por temperaturas geladas, tudo ficou melhor ainda.
Quanto a se virar em uma terra completamente desconhecida, creio que passei com louvor. Os anos de preparo com a língua inglesa durante a minha adolescência não foram em vão e os meses que passei no psicólogo também não, já que a minha timidez foi completamente superada, o que possibilitou momentos que eu não esperava que fossem tão maravilhosos.
A viagem chegou ao fim mais rápido do que eu queria, mas independente do tempo passado, tudo o que posso dizer é que nada do que aconteceu será esquecido. Tive o tempo da minha vida nesses quase 2 meses, incluindo nesse período a passagem pela Itália (que será abrangido em outra postagem).
O choro no saguão de embarque de Dublin foi por todos esses anos e dizia apenas uma sentença: objetivo cumprido.
Deve ser uma sensação maravilhosa ter um objetivo de vida alcançado! Ainda mais sendo fruto do próprio esforço! Quero saber sobre os estudos, se deu uma turbinada no inglês. E também sobre a Itália! Aguardo novos posts!
ResponderExcluirParabéns!
Não esperava por tudo isso, talvez isso que tenha transformado esse em um momento mágico.
ResponderExcluirTipo, eu já entrei na classe avançada, mas aprimorei né? A vivência com irlandeses - que tem um sotaque bem difícil - foi muito importante pra isso.
Novos posts virão, agora em profusão, hahaha.