Em uma noite despretensiosa, resolvi entrar em um site de receitas para ver quais ingredientes seriam necessários para fazer minhas próprias panquecas. Depois, vi vídeos com tutoriais e outros sites que pudessem me ajudar a chegar em um denominador comum e ver o que era preciso para montar tudo. Felizmente, todos os sites eram unânimes em relação ao que precisava e muitos ingredientes eu já tinha em mãos - os que não tinha eram muito baratos. E renderiam diversas tentativas de fornadas em dias distintos.
Tentativa I:
Quando chequei o estoque disponível no armário, notei que o fermento estava vencido e não tinha farinha de trigo, mas felizmente são itens fáceis de se encontrar, sem precisar fazer uma cruzada viking nos supermercados da região.
Com todos os ingredientes disponíveis, restava seguir a receita que tinha impresso. Como era a primeira tentativa, estava ciente de que era bem possível que aquelas panquecas suculentas de videotutoriais e sites de receitas poderiam dar errado em algum ponto. Mas em tudo na vida, a questão é "tentativa e erro" até possuir domínio do que você se propõe a fazer.
Depois de separar a parte seca da massa e peneirar tudo, misturei com um copo de leite, ovo e manteiga derretida. Ao misturar tudo, senti que a massa ficou menos consistente do que o esperado. Mesmo assim, untei a frigideira com manteiga e fiz a primeira tentativa.
Não deu certo.
A massa estava líquida demais e isso refletiu na primeira panqueca estando fina demais e quase impossível de virá-la na frigideira. Para tentar dar mais consistência, acrescentei mais farinha no montante já existente e consegui um pouco mais de consistência. E as panquecas seguintes tiveram um resultado um pouco mais satisfatório do que a primeira, mas senti que mesmo estando comestíveis, precisava achar um meio termo para não ter que mudar a massa durante o processo.
Tentativa II:
Ainda na mesma semana, resolvi fazer uma nova tentativa. Revi os vídeos e fiz novas anotações para montar a receita. Dessa vez, acrescentei mais farinha para deixar a massa mais pesada.
Um dos erros na tentativa anterior foi a alta quantidade de leite. Dessa vez usei um copo menor, mas a consistência ainda não tinha atingido o patamar esperado. Mesmo assim, usei a batedeira para sovar a massa e a deixei descansar por 5 minutos.
Na frigideira, ainda estava sem jeito para virar a panqueca e deixa-la dourada como se espera, mas a partir da terceira panqueca consegui deixá-las de um jeito mais equilibrado, com ambos os lados mais dourados e macios o suficiente para passar Nutella em cima. Mas ainda não era dessa vez que iria gabaritar uma rodada de panquecas, uma terceira tentativa se fazia necessária.
Tentativa III:
Eis que resolvi fazer uma ruptura com a receita original e acrescentei alguns toques mais pessoais que foram definitivos para conseguir um resultado final mais interessante. Para começar, usei dois ovos ao invés de um e diminuí a quantidade de leite de um copo para xícara de chá. Paralelamente, acrescentei mais fermento na massa seca (usava apenas uma colher de chá e passei para três) e coloquei uma xícara de chá e mais 1/4 dentro da concha que usava para misturar. Definitivamente ficou mais consistente do que nas tentativas anteriores.
Outros detalhes também se fizeram importantes, tais como o tempo de descanso mais prolongado da massa (10 minutos) e uma atenção maior na frigideira, evitando que a massa ficasse aderente e usando duas espátulas para virar a massa e dourar o lado restante.
O resultado final foi melhor do que esperava, pois essa terceira vez foi feita em um sábado de manhã. De noite me pediram para fazer as panquecas como sobremesas para a janta, o que me deixou realmente feliz.
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Mais do que por necessidade, estou pegando gosto por cozinhar e aprender receitas novas. Ainda abordarei com mais calma esse assunto, em um texto próprio apenas para isso, mas antes eu ainda quero aprender mais algumas receitas e manter um timing decente nelas.
Decoração palmeirense de um fanfarrão? Tem sim.
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