segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Isso não precisa ir para o LinkedIn

No final de 2015, por conta de um convite recebido no trabalho, conheci a sede do LinkedIn, me encantei com a proposta deles em relação ao compartilhamento de conteúdo e curadoria do mesmo. Desde então utilizo a rede em uma frequência quase diária e muito disso é por conta do conteúdo publicado na plataforma, que de fato agrega algum valor em nosso cotidiano, algo que vai além do espectro corporativo e de todo o networking - algo necessário em tempos cada vez mais automatizados.

Esse encantamento me fez pensar em como produzir conteúdo para a plataforma que também impactasse as pessoas. Até consegui desenvolver alguns textos que foram para lá e tiveram lá sua repercussão. Para bem ou mal, estão atrelados ao meu perfil e isso fica para sempre.

Porém, meu mindset de uma vida inteira que era "escrever por prazer, não importa o que for", entrou em "hum, será que isso fica bem para o LinkedIn?" após a visita. Fiquei pensando nas razões pela qual escrevi menos ao longo do último ano (e 2016, por extensão) e, além da rotina pesada, em períodos livres, muitas vezes perdia tempo olhando para uma nota em branco no Evernote apenas porque "tinha que escrever algo para não deixar o perfil desatualizado". Ai não existe fluxo que ajude, o prazer de escrever se perde e se torna uma tarefa ingrata e autoimposta.

Aos poucos percebo que isso é pura balela. Se tiver que escrever alguma coisa e ela calhar de ser "corporativa" ou amigável para a plataforma, que seja. Mas não vou mais sentar na frente do Evernote e deixar de escrever alguma coisa que esteja com vontade naquele momento porque preciso postar em uma plataforma profissional.

Nem todo texto precisa ser quintessencial e mudar a vida de alguém. Nem todo texto precisa ir para o LinkedIn.

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