segunda-feira, 27 de abril de 2009

Do you remember rock and roll radio?

No auge dos meus 14/15 anos eu escutava bastante rádio, seja pela falta de banda larga na época (que não era comum) ou seja pra ouvir música e conhecer o artista (e assim conheci vários programas underground) e a rádio que eu mais ouvia era a 89,1 fm, que possuia a alcunha da "rádio rock", não era pra menos, afinal, a emissora tocava hits de qualidade e mesmo quando tava em franca decadência, ainda dava sopros de qualidade, tanto que até hoje eu me considero órfão dessa rádio, que marcou meu crescimento.

Mas a emissora em questão ia além dos programas musicais. Esses dias eu me lembrei dos Sobrinhos do Ataide e do agora distante Filhos do Egídio, que eram programas que possuíam um humor ímpar, tirando sarro de "personalidades" como Netinho de Paula, Roberto Avallone, João Kleber, Vanderlei Luxemburgo (hoje treinador nosso, uau!), Dra. Havanir, Silvio Santos. Sem contar a criação dos personagens fictícios que tinham um jeito engraçado e que por uma mancada do destino, caíram no esquecimento: Osni Lagartixa, muito bem interpretado pelo Marco Bianchi e o Ameba, cujo locutor não me recordo.

Isso sem contar os programas como o Balacobaco, A Hora dos Perdidos e também o Pressão Total, que premiava aqueles que se mantinham mais informados sobre o mundo do rock. Em um determinado período de 2003 chegaram até mesmo a ir em escolas, inclusive na minha, onde me sujeitei ao mico de sentar em uma espécie de "cadeira elétrica" para responder as questões. Na frente de todos os alunos. Junta com a timidez e vocês devem imaginar como eu estava me sentindo naquele exato momento. Ao menos faturei prêmios úteis para ocasião, como mochila e boné.

Apesar de crescer ouvindo a 89 e dela ter sido a minha emissora favorita, na hora de ouvir rádios eu não me restringia a 89. Com meus 15 anos, a KissFM engatinhava e já começava a me atrair mais que a 89, principalmente devido ao foco exclusivo dado pro gênero "Classic Rock".  No mesmo período eu também sintonizava muito em rádios como Antena 1 e Alfa, cujo sons mais românticos me interessavam, ainda mais em uma época onde eu estava começando a me perder emocionalmente em relação a garotas.

A grande verdade é que com a cada dia mais crescente inclusão virtual da música e a busca por velocidade constante, fez com que as rádios se tornassem hoje uma grande prestadora de serviços, em especial pra quem está preso no transito caótico de São Paulo. Certo eles, enquanto divulgam serviços, faturam com espaço cedido para spots e jingles sempre que forem ao ar, além do fato da internet também ajudar (de maneira moderada) a sintonizar pela internet.

Mas não tenho do que reclamar quanto a isso, a publicidade continua forte na rádio mesmo enquanto prestador de serviço e ao mesmo tempo hoje podemos desfrutar da facilidade de buscar as músicas da maneira como queremos.

Mas que lembrando tudo isso, que dá saudades, ah, como dá saudades.

Um comentário:

  1. Conhecimento (in)útil: o seu blog é a terceira maior fonte de acessos do Patadas e Pitacos.

    Perde só pro Google e para o link direto pro meu blog.

    Isso que é divulgação! Hahahaha...

    Valeu!

    E ainda vou pedir pra você reformular o layout do P&P dentro em breve, como eu já comentei!

    Abraços.

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