quarta-feira, 9 de março de 2011

Entre mentes, máquinas e liberdade

Em algum momento dessa vida pós-moderna e corrida que levamos você se questionou se conseguiria viver sem computador? Você já passou tempos sem atualizar sua timeline de suas redes sociais ou seus blogs? Deixou de checar se aquela pessoa que você quer falar está online? Notícias importantes? São questionamentos de todos que pensam em ficar sem usar por um tempo.

No curto período de férias que tive em 2010, resolvi viajar. Foram 12 dias em Goiás e em nenhum momento me aproximei de computador (de qualquer espécie) e foram talvez os melhores dias que tive em muito tempo, sem saber como andavam as coisas, sem mensagens instantâneas e sem realmente saber o que acontecia.

Seria hipócrita em dizer que os computadores e internet são coisas ruins, pelo contrário, é um excelente acervo de informações – quando bem utilizado – e tem muitas facilidades, mas quando a gente se torna mais mecânico do que humano, algo está errado. Tudo foi feito para auxiliar a gente e não nos tornar dependente como se fosse uma droga. Quando chego nessa conclusão, eu repenso o meu uso, me pergunto se estou usando só o necessário ou se isso virou realmente uma extensão do meu corpo numa magnitude tão forte quanto comer, beber e em partes, até maior do que dormir.

Não é pra menos que penso nisso, afinal, me sinto imerso nesse mundo desde os tempos de colégio, o surgimento/explosão das redes sociais e na própria escolha de uma carreira onde o uso de PC em demasia é absolutamente normal. Talvez eu não tivesse notado isso antes devido ao excesso de tarefas, mas a gente sente isso.

Talvez eu também tenha me cansado do mundo mágico em que as pessoas insistem em dizer que vive. Válvula de escape? É o que acho. E isso transcende até mesmo os limites de computador, afinal, basta um celular para fazer isso, você pode estar no banheiro, mas passando a ilusão que está na grande festa da cidade e se divertindo horrores. E muitos compram essa idéia.

Em todo caso resolvi dar um tempo nisso. Retomar um aspecto mais humano e menos mecânico. Parar de usar? Não, apenas vou tentar usar de forma mais objetiva, afinal, como disse mesmo antes, tudo isso é uma ferramenta que veio para auxílio e parte do que faço está ligado a isso. Do mesmo jeito que adoro escrever e não conseguiria largar mão do blog, mas não sinto obrigação de atualiza-lo todo santo dia, apenas quando sentir vontade.

O PC e a internet são belas ferramentas, mas não encantadoras suficiente a ponto de largar minha própria vida para trás.

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