segunda-feira, 4 de junho de 2012

Marcus vs. Vizinho com furadeira

Depois de uma semana inteira trabalhando, nada mais justo do que descansar no sábado a tarde após o almoço, antes de fazer qualquer coisa que tenha em mente. Supostamente, deveriamos aderir ao silêncio nesses momentos, mas o vizinho não pensa do mesmo jeito.

Aparentemente, a humilde residência do elemento deve estar um queijo suiço, isso claro se eu tirar como parâmetro a quantidade de furos que a criatura desferiu sobre a sua parede. Torço, claro, pra que ele tenha atingido seu objetivo, seja lá qual tenha sido.

A questão é que o barulho incomoda e muito.

Essa brincadeira toda se resume a 3 episódios específicos, em 3 fins de semanas diferentes, onde escolhi ficar em casa dormindo no sábado a tarde. A reação foi diferente nas 3, então vamos a elas:

1ª vez - A surpresa
Nada pior do que ser pego de surpresa negativamente, certo? Então vocês devem imaginar que minha reação foi a mais raivosa possível na ocasião.

- DESLIGA ESSA PO**A, SEU FILHO DA P**A! - Reação meio óbvia. afinal, ninguém gosta de ser acordado por seres aleatórios.

Eu concordo, não é a reação mais racional ou elaborada do mundo, mas foi a primeira que apareceu. Feita essa sessão de desabafo e minutos depois de re-ligar a TV pra ver o que tá passando e cair no sono, o infeliz volta a usar a furadeira. O problema é que ele não fazia uma vez e parava, resolvia furar a parede dele a cada 5 minutos.

A reação foi ainda mais intempestiva. Fui até a lavanderia, peguei o primeiro cabo de vassoura visível e comecei a bater no teto com força, com uma raiva poucas vezes vista nos últimos anos, soou até cartunesco, mas a raiva era forte mesmo.

- VÁ PRA P**A QUE TE PARIU, BASTARDO DE ME**A!
Depois de sucessivas furadas de parede eu perdi o sono, me dei por vencido e resolvi sair de casa antes do que eu esperava.

Batalha vencida pelo infeliz, mas não a guerra.

2ª vez - IT'S WAR, MOTHERFUCKER!
Quando eu digo guerra, é porque eu provavelmente parto pro fogo contra fogo. Novamente estava em casa no sábado a tarde após o almoço e de novo iria cochilar, mas dessa vez pensei "vamos ver quem faz mais barulho'.
Na que ele ligou a maldita furadeira, eu liguei meu subwoofer com aquele que seja o estilo mais barulhento - que adoro -, que é o heavy metal.

Já que era pra contra-atacar, a primeira opção foi Pantera. Álbum? Vulgar Display of Power, porque nada melhor do que abrir com uma música que combinasse com a situação: Mouth for War.

- Revenge, I'm screaming revenge again!
Sério, não havia coisa melhor pra começar a guerra de barulhos, a sensação era de vingança, eu estava gritando por isso.

- Hold your mouth for the war, use it for what isn't for.
Enquanto ele usava a furadeira, essa música tocava bem alta. Em um certo ponto achei que ele iria desligar a furadeira e interfonar pedindo pra parar. Ai a coisa iria ficar séria.

- The releasing of anger can better any medicine under the sun.
De qualquer jeito, estava sendo liberador ouvir uma música de raiva enquanto o indivíduo utilizava sua maldita ferramenta da discórdia. Não via muitas opções, mas depois me toquei de que estava fazendo pior que ele ao fazer barulho, mas daí lembrei que outro vizinho tinha tocado funk também em um sábado a tarde, ai deixei a música terminar e saí. Iria deixar a segunda música (A New Level), mas não quis prolongar muito.

Era uma situação muito grotesca, então resolvi sair - de novo.

Dimebag Darrell: WINS!

3ª vez - Semanas depois...
E o último desses casos - assim espero - foi ontem a tarde. Estavamos vendo a partida de vôlei da Liga Mundial, o jogo ainda era da fase de classificação, mas a cada jogada, estava lá o infeliz furando o apartamento.

- Vai sacar Dante...

- BRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!

- Apaputaqueopariu hein?


Não tinha jeito, ele iria usar essa maldita furadeira por mais vezes, o que me deixou bem injuriado.

Com tudo isso, volto a presumir que casa do rapaz (ou não) esteja um queijo suiço. Mas fica a lição: guerras civis começam desse jeito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário