E que venha o Muse!
Quatro anos se passaram e diversas razões me impediram de ir à shows, inclusive o meu próprio interesse, que se esvaiu ao longo dos anos. De fato, só uma combinação de fatores para que eu reconsiderasse voltar ao circuito de shows - ou qualquer concerto individual que fosse. E essa combinação aconteceu: a maré favoreceu e uma banda que gosto muito irá tocar em um lugar que considero minha segunda casa. Falo do Muse, que tocará no Allianz Parque em outubro.
Obviamente não será a mesma coisa de antes, pois irei na arquibancada superior (a mais longe do palco) e não chegarei com horas de antecedência para pegar bons lugares na pista - cujo espaço é propício para empurrões, algo que não tenho mais paciência nos dias atuais. Também não se trata de dinossauros do rock que nunca sabíamos se seria o último show deles, como vários dos que fui anteriormente. Dessa vez estamos falando de uma banda em seu auge físico e técnico, que vem de uma sequência de álbuns excelentes, como o recém-lançado Drones.
Também não é a primeira vez que verei o Muse ao vivo, mas na vez que vi a banda foi quando abriram o show do U2, também em 2011. Embora tenha sido bem legal ver músicas sensacionais, a falta de fãs ao redor e o setlist curto (só nove músicas) foram coisas que atrapalharam muito a experiência. A sensação, ao menos para mim, era de que ficou faltando muita coisa, que só seria suprida com um show inteiro apenas para eles - os protagonistas daquele dia eram outros. Após esse dia, a popularidade do Muse cresceu (especialmente após o single Madness) e viraram headliners de grandes arenas, como no vindouro show no Allianz Parque de outubro.
Resta apenas esperar, mas só de sentir por mais uma vez aquela ansiedade pré-show, já me sinto muito bem.

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