Não conheço muitas pessoas que tem uma câmera que está no oitavo ano de atividade. De algum jeito, isso me faz sentir especial (pra alguns, pão duro mesmo), mas a questão é que minha pequena máquina Highlander (Canon PowerShot A300) continua funcionando e bem.
Nunca fui um entusiasta por fotografia e quando tive aulas sobre isso na faculdade, o assunto definitivamente não me empolgou, então, o que vou falar vai ser focado no “quebra galho”, de como os “não profissionais” usam simplesmente para guardar momentos.
O aparelho em questão foi adquirido no fim de 2003, ainda quando estava rolando a transição entre as câmeras com filmes e as digitais. Inicialmente não era pra mim, minha mãe comprou pra ela mesma, mas depois de algum tempo caiu de vez na minha mão (de 2005 em diante).
Antes da digital, eu tive uma câmera de filme da Canon, ganhei com 9 anos e definitivamente eu via como um brinquedo, tirando fotos ruins a torto e direito. E olha que naquela época não havia a vantagem de ver a foto no momento que foi batida, você só teria noção de como a foto ficou ruim no momento em que ela fosse revelada. Nesse ponto, devo dizer que hoje em dia a tecnologia foi generosa.
Por outro lado, as fotos antes da era digital tinham aquele significado especial, de memória. É muito diferente você ver uma foto que foi revelada e que vai estar por lá do que ver uma foto em um álbum de facebook e fotolog (e eu já disse isso uma vez por aqui). Não digo que isso seja ruim (até porque eu seria hipócrita se dissesse isso), apenas que é bem diferente, não passa aquela sensação de “nossa, isso é legal”. Hoje é raro ver as pessoas levando álbuns de fotos, geralmente se leva o pen-drive ou fala que postou em algum lugar. Pior do que isso, não causa mais sensações nas pessoas, se tornou algo mais frio.
Justamente por pegar a transição dessa época que dá pra fazer esses comparativos, é gritante a disparidade entre ambos os períodos.
Depois que finalmente me acostumei com as câmeras digitais, passei a gostar e a frequência de uso aumentou consideravelmente. A primeira (e até então única) vez que teve defeito foi em 2007. Era um problema de fabricação, que foi reparado de graça pela própria assistência técnica da Canon. Com ela nova em folha o uso foi prolongado por mais alguns anos, sendo que no ano passado achei que iria aposentar de vez a câmera.
Entre os momentos principais, essa câmera registrou o último ano do colegial e abrangeu os 4 anos da faculdade, passando pelas raras viagens que fiz nesse meio período.
7 anos era muito tempo e ela já apresentava os sinais de desgaste, foi quando apareceu outra câmera e decidi aposentar a antiga no inicio de 2010. Na única viagem que fiz de 2007 pra cá, nem sequer levei a veterana máquina, ela ficou lá no fundo do meu armário enquanto as outras duas mais novas registravam a viagem (sendo que uma delas até foi testada pra fotos dentro da água). Nisso eu não tenho que reclamar, as fotos ficaram de um jeito tão bom que dificilmente achei que fosse usar a câmera antiga novamente. Mas eu não queria simplesmente abrir mão ou jogar fora, afinal, por mais defeitos que tivesse, eu sentia que poderia ser útil mais alguma vez.
E com as outras máquinas sendo usadas, precisei da mesma câmera Highlander novamente agora em 2011.
Por estar fazendo uma tarefa diferente, resolvi fazer umas fotos de “bastidores” e como era a minha única câmera disponível, decidi arriscar. Inicialmente temi que ela tivesse problemas de funcionamento (de fato tem um contratempo, o zoom morreu de vez), mas quando eu vi a qualidade das fotos batidas eu percebi que ela poderia ser útil mais uma vez, como de fato vem sendo.
E assim, com esses acréscimos, a câmera marca o gol e vai pro tempo extra. Com isso posso dizer tranquilamente que ela ainda rivaliza algumas máquinas modernas, mesmo com seus hoje pequenos 3.2 megapixels.
Long live to Canon!
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