A molecadinha hoje já cresceu com o advento da câmera digital, porém, comigo foi um pouco diferente, notei isso hoje quando eu estava olhando umas fotos antigas perdidas pela casa.
Eu mesmo, entrei na era das câmeras digitais só com meus 16 anos e usufrui mesmo dela com meus 17, já terminando o meu colegial (e ainda naquelas), enquanto a maioria da molecada hoje já usa em demasia desde pivete, queiram ou não, isso é fato.
Não é que eu goste das minhas fotos antigas, pelo contrário, eu as detesto, mas era diferente (dãã), era analógico. O fato de ser uma era analógica e com trejeitos diferentes faz com que seja sim uma mudança de água pra vinho.
Tipo, se você errava na hora de bater a foto, você estava ferrado, filmes não eram tão baratos pra comprar e muito menos pra revelar. Hoje, você bate quantas vezes puder (ou o quanto a sua bateria permite) e tem um espaço pra armazenar muito mais do que as ferradas 36 fotos (ou menos), depois, só salvar em seu PC e se você quiser, depois levar pra revelar, aonde o preço diminuiu consideravelmente.
Repito, eu odeio minhas fotos antigas, tanto que elas me fizeram pensar que nasci aos 16 anos (ou vai ver, me despertou aquilo de pior que tinha na memória, foda-se), não vem ao caso. O fato é que as câmeras antigas possuíam sua magia, sua breguice monumental e suas características que faziam únicas, que é o poder de fazer as pessoas tirarem fotos que ficam de vez pra posteridade.
Sério, hoje quando se tira fotos e você simplesmente não gosta, só deleta do computador e fica por isso mesmo. Por mais que o avanço tecnológico seja útil e cada vez mais high definition, não fazem mais coisas que faça nos lembrar pra sempre de um determinado momento.
Eu? Gostei da evolução, claro. Mas fico me perguntando se daqui a 5 anos vou olhar pra foto que tirei em algum momento “top of mind” da minha vida e pensar “uau, que foda”, sei lá, é algo definitivamente mais frio.
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