Muitos adoram seus anos no colégio, não foi exatamente o meu caso, mas também deixou certas marcas que não vão ser apagadas tão cedo.
Não é mais tão recente, mas eu devo dizer que dos 3 anos de colegial, embora não tenham sido fenomenais, o segundo certamente foi o melhor nos limites daquele hospício.
É um caso estranho, o segundo é menos chato que o primeiro, no qual você se acostuma com matérias novas, pessoas novas e até mesmo uma rotina diferente e também tem menos pressão do que o terceiro ano, com o stress do vestibular e a escolha da carreira, sem contar que eu já não suportava mais ver coisas relacionadas a números. O segundo é o ano em que você é irresponsável sem peso nenhum na consciência e comigo nem foi muito diferente.
O ano foi 2004 (long time ago) e eu estava na couve flor dos meus 16 anos. Foi o ano que tivemos aula com o mito Miron pela primeira vez, o cara tinha suas frases características do tipo “É tudo balela” ou “Tudo história da carochinha”, entre outras. Também foi o ano em que confirmei meu ódio por química e matéria de exatas, com exceção de física, os números me odiaram naquele ano e apesar de ter passado tranquilo, essas merdas matérias tiraram o meu sono.
Nesse período também acirramos nossa rivalidade no futebol com a sala da série anterior a nossa. Eles eram realmente folgados, protegidos e tinham a simpatia do restante do colégio. Essa história é longa, fica pra depois.
Alguns dessa época vão se lembrar do trabalho que fizemos com a rádio do colégio, algo como “se vira nos 20” (tempo do intervalo). Era uma verdadeira meleca, algo mais do que amador, mas porra, era realmente divertido.
Como eram 5 dias por semana (dããã), fomos divididos em 5 grupos (dããã ao quadrado) e neles nós realizávamos sempre alguma coisa temática. O primeiro tema que eu lembro foi “as olimpíadas” – ano de Atenas, precisávamos cativar, mesmo que fosse óbvio – dissertamos sobre (nem lembro o que) e tocamos músicas como Freddie Mercury – Barcelona, Gloria Stefan – Reach., temas de jogos anteriores. Embora alguns outros grupos preferissem só tocar o que tocava nas rádios pra agradar a bastardada daquele colégio mesmo.
Essa brincadeira teve dois momentos distintos, um foi da secretaria de ensino, no qual apresentamos o programa que foi gravado com um microfone de PC e musicas de fundo pra lá de vintage. No dia que fomos lá, a Dedê ainda me fez ir lá na frente falar sobre o que fizemos, fiquei com as calças na mão, mas consegui enrolar bem.
A outra situação aconteceu depois, quando resolvemos fazer algo mais, ahn, “romântico”. Bon Jovi aqui e Skid Row acolá, veio pivetes da sexta série pedindo pra declarar seus “amores” ocultos. E eu, querendo ver o cabaré em chamas, soltei o verbo e as pessoas atingidas enfim souberam de seus “admiradores” secretos. Pra que? Lidar com patricinha em crescimento é um parto, as criaturas se arrependeram da cagada posteriormente, choraram e foram na diretoria. Ai sobrou pra quem? Tcharam. E tipo, foi pra mim em caráter exclusivo, o resto do grupo não foi afetado. A coordenadora até riu disso, porque sinceramente, isso nem sequer era um problema.
De alguma maneira, mais de 5 anos depois eu me lembro disso porque anos depois eu acabei de fato fazendo trabalhos relacionados com rádio no terceiro ano da faculdade. Juro, quando fizemos os spots com o João (R.I.P), bateu aquele clima nostálgico, porque a primeira vez que fiz aquilo foi algo completamente no improviso.
E se o segundo colegial tem suas conseqüências até hoje? Bem, ainda falo com pessoas dessa época, então eu creio que alguma marca daquilo ficou, porque convenhamos, já se passou um bom tempo.
Nooossa, aquele dia que vcs vieram aqui em casa gravar em cd a programação foi muuuuuito legal... é uma das poucas coisas do colégio vivas na minah memória.. eu lembro que tinha certeza q nao ia funcionar mas cara, foi só conectar o microfone, ficar sentado do lado do aparelhod e som, tinha que falar em 'tapes' de um minuto pq nao cabia mais no raio de programa que a gente tava usando pra gravar... passamos o cd nas outras salas e ainda fomos na revista época lembra?
ResponderExcluirEu lembro as musicas que tavam nesse cd... ocean avenue do yellowcard... the reason do roobastank (como se escreve isso??) e mais uma que nao lembro
ResponderExcluirLoucamente, essa da rádio é histórica. E os scripts que a gente improvisava pra falar no intervalo e tentar fazer caber com as músicas? haha.
ResponderExcluirNisso a gente representou!