terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Segundo colegial never dies

Muitos adoram seus anos no colégio, não foi exatamente o meu caso, mas também deixou certas marcas que não vão ser apagadas tão cedo.

Não é mais tão recente, mas eu devo dizer que dos 3 anos de colegial, embora não tenham sido fenomenais, o segundo certamente foi o melhor nos limites daquele hospício.

É um caso estranho, o segundo é menos chato que o primeiro, no qual você se acostuma com matérias novas, pessoas novas e até mesmo uma rotina diferente e também tem menos pressão do que o terceiro ano, com o stress do vestibular e a escolha da carreira, sem contar que eu já não suportava mais ver coisas relacionadas a números. O segundo é o ano em que você é irresponsável sem peso nenhum na consciência e comigo nem foi muito diferente.

O ano foi 2004 (long time ago) e eu estava na couve flor dos meus 16 anos. Foi o ano que tivemos aula com o mito Miron pela primeira vez, o cara tinha suas frases características do tipo “É tudo balela” ou “Tudo história da carochinha”, entre outras. Também foi o ano em que confirmei meu ódio por química e matéria de exatas, com exceção de física, os números me odiaram naquele ano e apesar de ter passado tranquilo, essas merdas matérias tiraram o meu sono.

Nesse período também acirramos nossa rivalidade no futebol com a sala da série anterior a nossa. Eles eram realmente folgados, protegidos e tinham a simpatia do restante do colégio. Essa história é longa, fica pra depois.

Alguns dessa época vão se lembrar do trabalho que fizemos com a rádio do colégio, algo como “se vira nos 20” (tempo do intervalo). Era uma verdadeira meleca, algo mais do que amador, mas porra, era realmente divertido.

Como eram 5 dias por semana (dããã), fomos divididos em 5 grupos (dããã ao quadrado) e neles nós realizávamos sempre alguma coisa temática. O primeiro tema que eu lembro foi “as olimpíadas” – ano de Atenas, precisávamos cativar, mesmo que fosse óbvio – dissertamos sobre (nem lembro o que) e tocamos músicas como Freddie Mercury – Barcelona, Gloria Stefan – Reach., temas de jogos anteriores. Embora alguns outros grupos preferissem só tocar o que tocava nas rádios pra agradar a bastardada daquele colégio mesmo.

Essa brincadeira teve dois momentos distintos, um foi da secretaria de ensino, no qual apresentamos o programa que foi gravado com um microfone de PC e musicas de fundo pra lá de vintage. No dia que fomos lá, a Dedê ainda me fez ir lá na frente falar sobre o que fizemos, fiquei com as calças na mão, mas consegui enrolar bem.

A outra situação aconteceu depois, quando resolvemos fazer algo mais, ahn, “romântico”. Bon Jovi aqui e Skid Row acolá, veio pivetes da sexta série pedindo pra declarar seus “amores” ocultos. E eu, querendo ver o cabaré em chamas, soltei o verbo e as pessoas atingidas enfim souberam de seus “admiradores” secretos. Pra que? Lidar com patricinha em crescimento é um parto, as criaturas se arrependeram da cagada posteriormente, choraram e foram na diretoria. Ai sobrou pra quem? Tcharam. E tipo, foi pra mim em caráter exclusivo, o resto do grupo não foi afetado. A coordenadora até riu disso, porque sinceramente, isso nem sequer era um problema.

De alguma maneira, mais de 5 anos depois eu me lembro disso porque anos depois eu acabei de fato fazendo trabalhos relacionados com rádio no terceiro ano da faculdade. Juro, quando fizemos os spots com o João (R.I.P), bateu aquele clima nostálgico, porque a primeira vez que fiz aquilo foi algo completamente no improviso.

E se o segundo colegial tem suas conseqüências até hoje? Bem, ainda falo com pessoas dessa época, então eu creio que alguma marca daquilo ficou, porque convenhamos, já se passou um bom tempo.

3 comentários:

  1. Nooossa, aquele dia que vcs vieram aqui em casa gravar em cd a programação foi muuuuuito legal... é uma das poucas coisas do colégio vivas na minah memória.. eu lembro que tinha certeza q nao ia funcionar mas cara, foi só conectar o microfone, ficar sentado do lado do aparelhod e som, tinha que falar em 'tapes' de um minuto pq nao cabia mais no raio de programa que a gente tava usando pra gravar... passamos o cd nas outras salas e ainda fomos na revista época lembra?

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  2. Eu lembro as musicas que tavam nesse cd... ocean avenue do yellowcard... the reason do roobastank (como se escreve isso??) e mais uma que nao lembro

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  3. Loucamente, essa da rádio é histórica. E os scripts que a gente improvisava pra falar no intervalo e tentar fazer caber com as músicas? haha.

    Nisso a gente representou!

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