Graças a essa escolha, em grande parte do tempo me limitei a jogar games exclusivos da Nintendo, que por mais que sejam ótimos – Super Mario Galaxy 2, por exemplo, se encaixa facilmente entre os melhores jogos que joguei em minha vida -, sentia que estava faltando algo. Eu queria jogar outras séries dessa geração que iria além da diversão. Sabendo que muitos jogos que estavam sendo lançados tinha foco em uma história bem contada, resolvi procura-los para o PC. O primeiro foi o Assassin’s Creed, no qual me envolvi muito com a história de Ezio Auditore de Firenze na luta contra os templários (e também por busca de respostas para a vida dele). O outro jogo foi o Mass Effect 2.
Poucos jogos dessa geração atual me engajaram tanto quanto Mass Effect 2.
É estranho eu começar mencionando o “2”, mas isso se deve ao fato de não ter encontrado o primeiro game em lugar nenhum, seja em lojas físicas ou virtuais. Graças a isso, acompanhei apenas em vídeos, para não me sentir perdido quando o segundo jogo começasse. Acredito que os donos do PS3 também devem ter se sentido como eu, afinal, a Bioware ainda pertencia a Microsoft quando o primeiro jogo foi lançado e graças a isso, só começaram pelo segundo jogo também.
A história consiste na vontade dos Reapers, máquinas tecnologicamente bem avançadas com o escuso objetivo de aniquilar toda vida orgânica presente no universo. Cabe ao Comandante Shepard, protagonista principal da série, lutar contra esse objetivo ao recrutar seres de diversas espécies presentes no universo e tomar decisões como um verdadeiro líder deve fazer.
Cada personagem do jogo tem uma característica e uma história profunda em seus backgrounds, conquistar a lealdade deles durante o jogo e saber de cada detalhe deles foi recompensador. O game em si possui um sistema de combate excelente, com armas legais e inteligência artificial acima da média, mas o que mais me chamou atenção foi o sistema de “escolha e consequência”, fazendo com que diálogos tivessem impacto na história, seja em relação a decisões sobre o combate aos Reapers, a fidelidade dos aliados e até mesmo na hora de perseguir um romance – também existe essa possibilidade. É um mundo completo.
A questão de “escolha e consequência” me fez pensar muito em paralelos que podemos traçar com a vida real. Dentro do jogo, cada escolha que realizamos tem efeitos subsequentes, no mundo em que vivemos é a mesma coisa: escolhemos algo e arcamos com as consequências em cima de uma importante determinada decisão tomada, seja na carreira ou na vida pessoal. Para quem é ciente daquilo que escolhe na vida e abre mão de outras coisas, esse jogo vai de encontro com as similaridades que a vida apresenta. Para quem é indeciso na vida e fica em cima do muro ao tomar uma decisão importante, talvez esse jogo possa ajudar a pessoa entender a importância de fazer uma escolha que pode determinar uma vida – ainda que guardada as devidas proporções. A diferença é que no jogo você pode voltar e refazer as opções do zero. Na vida, por mais que existam correções de rotas em situações específicas, é mais difícil refazer tudo como se nada tivesse acontecido.
O fato é que esse jogo tem muito a agregar para quem é aficionado por games, tanto pela história cativante quanto pelo fato de difundir a importância de uma escolha, algo intrínseco em todas as esferas de existência, seja virtual ou real.
Me resta agora jogar a terceira e última parte desta que até aqui é uma das melhores trilogias que tive o prazer de encontrar no entretenimento. Que venha o Mass Effect 3.
Sobre as escolhas que fazemos na vida, sim, devemos estar sempre atentos na hora de realizar uma e que sejamos fortes o suficiente pra encarar todas as consequências relativas ou colher os frutos que a mesma proporciona.
Nenhum comentário:
Postar um comentário