Continuo achando que jamais deveríamos passar por esse tipo de situação. Se estamos acreditando em uma permanência na divisão principal, a culpa disso é da diretoria do Palmeiras, incompetente na potência máxima. Em nenhum momento o Palmeiras deveria entrar para briga contra o rebaixamento, deveríamos estar lutando pelo título, como é a obrigação de um gigante.
“Acreditar” é uma coisa perigosa. Se antes a minha razão já tomava conta de toda a emoção possível, hoje é o inverso. Claro, não sou idiota a ponto de achar que dá pra respirar aliviado – ainda estamos a sérios 4 pontos atrás do primeiro time fora da zona da degola -, mas ao menos sinto que estamos vivos novamente. Se essa foi a famosa “melhora antes da morte”, só saberemos nas próximas rodadas, mas por hora me sinto revigorado.
Na semana passada víamos um time completamente nervoso e que se abalava com uma facilidade incrível, depois da derrota para o fraco Náutico achei que as coisas estavam perdidas de vez, afinal, o emocional desse time estava em frangalhos e a capacidade de reação dos jogadores era nula. A vitória contra o Bahia no meio da semana funcionou como um desfibrilador, dando aquele choque para reanimar um paciente dado como morto. Nos trouxe de volta para o jogo.
A presença de dois líderes foi fundamental para esse novo sopro de vida: Marcos Assunção pela liderança espiritual e Barcos pela extrema capacidade técnica e de decisão. Mais do que nunca precisávamos desses dois, que independente do que aconteça, merecem todo o respeito possível.
Precisava de bem mais do que isso. A situação continuava complicadíssima e hoje contra o Cruzeiro era mais um jogo desses de vida ou morte – se perdesse, adeus. E vencemos com propriedade. A vitória de hoje deu um pouco mais de chances para recuperação, ainda que estejamos no coma, mas acima de tudo, resgatou a esperança de nós torcedores, que estava praticamente acabada.
Vida de torcedor é isso ai mesmo: em um dia estava entregue, completamente triste e sem esperança alguma. Menos de uma semana depois já acho muito possível fugir do rebaixamento. A sensação ainda é de apreensão pela situação complicada e dor ao ver o time agonizando desse jeito na tabela de classificação. Até a matemática ainda está bem difícil, mas tudo é possível.
Assim seguimos juntos torcendo para que o alviverde siga imponente, independente de onde estivermos.
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