domingo, 3 de janeiro de 2016

Objetivos? Sim, são necessários

Em 2016 entro no meu terceiro ano que não viajo. A última vez que saí de São Paulo foi em junho de 2013, para Campos do Jordão. As memórias da viagem são quase inexistentes devido à bruma de uma depressão que estava em seu pico - até tenho fotos, mas não boas memórias. Viagem memorável mesmo, que valeu a pena, foi a estadia de dois meses na Europa durante meu intercâmbio, mas isso foi no final de 2012. Nesse intervalo de tempo que separou a viagem para Campos do Jordão e hoje, talvez precisasse sair daqui, mas não tinha condições para tal, seja psicológica ou financeira. Mas uma vez recomposto e com prováveis férias aparecendo em meu horizonte, finalmente comecei a considerar seriamente a hipótese de viajar após muito tempo.

Feita a introdução, digo que uma vez que a ideia de viajar se estabeleceu, minhas ideias sobre destinos, gastos, coisas para se fazer e afins, se embaralham dentro da minha cabeça e assim comecei a procurar de tudo, atirando para todos os lados. Não estava sendo produtivo, não havia progresso e apenas perdi tempo com conjecturas que não saíam do lugar (desculpem o trocadilho).

Quando há baderna, geralmente respiro fundo e começo a racionalizar, tento colocar em prática coisas inerentes a bons planejamentos profissionais. Foi ai que percebi que isso precisava de um objetivo claro, de um norte que pudesse me guiar. Se profissionalmente eu conseguia isso, por que não tentar na vida pessoal?

Depois que coloquei o meu objetivo de viagem no papel (que é descansar), as ideias fluíram e os destinos apareceram naturalmente. Não há nada concluído, mas senti um enorme avanço ao ver que minhas opções ficaram mais segmentadas.

Após organizar tudo, refleti se essa metodologia de objetivos seria eficiente em outros aspectos da vida que envolvem tomadas de decisões. Por muitas vezes vejo e debato sobre coisas que almejo e muitas vezes não penso no porquê. Outro exemplo disso é a pós-graduação, algo que quero há muito tempo, mas que não teve uma decisão concreta por não ter certeza plena do que realmente pretendo com isso e por não analisar melhor todo o ambiente que me cerca. O que me levou a outra conclusão: é necessário colocar tudo no papel para que as ideias não sejam perdidas.

Por mais que a tecnologia tenha seu lado negro e viciante, ela provém ferramentas boas suficientes para armazenar ideias e planos. Aplicativos como Evernote, Trello e outros que envolvem organização e planejamento, se tornaram bons amigos na hora de registrar ideias. Pelo menos no meu caso, se não coloco as ideias em um "cérebro externo", elas se dispersam com facilidade.

Por mais metódico que seja - sintetizando bem meus últimos dois anos -, esse tipo de organização é boa para limparmos nossa cabeça de preocupações enquanto tentamos produzir coisas ou concluir tarefas urgentes. Por isso, um norte e um cérebro externo são pontos chaves na minha evolução e certamente farão as coisas mais organizadas em 2016.

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